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CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO

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O ciclo de desenvolvimento do arroz compreende três períodos: vegetativo, reprodutivo, formação e enchimento de grãos. A sua duração, de 100 a 140 dias em média, vai depender de vários fatores: tipo de cultivar, época de semeadura, região de cultivo e das condições de fertilidade do solo.

A maior parte da variação de ciclo entre cultivares ocorre no período vegetativo.

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Período Vegetativo: Compreende o período que vai da germinação da semente à diferenciação do primórdio floral. O número de dias da semeadura à emergência depende da temperatura e umidade do solo nos sistemas de semeadura em solo seco.

Na semeadura em solo inundado (sistema pré-germinado) a duração deste sub-período depende da variação de temperatura do solo, da água e do grau de desenvolvimento da plântula, por ocasião da semeadura.

A emergência da plântula de arroz ocorre devido ao alongamento da estrutura situada entre a semente e o primeiro nó, denominada mesocótilo. A capacidade de desenvolvimento do mesocótilo depende diretamente da temperatura do solo, isso se a água não for fator limitante.

Em semeaduras em solo mais frio, a profundidade de semeadura deve ser menor que a realizada em solos com maior temperatura.

No período de 10 a 14 dias após a emergência, a plântula de arroz mantém-se à custa das reservas presentes no grão. As raízes seminais, que se originam da semente, são as responsáveis pela sustentação da plântula durante este período.

Este sistema radicular é temporário, pois entra em degeneração, assim que começam a surgir as raízes adventícias dos nós do colmo, logo abaixo da superfície do solo. Sendo que este segundo sistema radicular passa a constituir-se no principal mecanismo de extração de água e nutrientes e de fixação da planta ao solo durante todo o seu ciclo de desenvolvimento.

Após o estabelecimento inicial, a planta começa a desenvolver a sua estrutura foliar, formando uma folha em cada nó, de forma alternada no colmo. Durante as primeiras quatro a cinco semanas de desenvolvimento, todas as folhas já estão formadas. O número total de folhas formadas por planta varia de acordo com o tipo de cultivar e a época da semeadura.

Três a quatro semanas após a emergência, a planta de arroz começa a emitir perfilhos, que surgem do colmo principal numa ordem alternada. Esta capacidade de perfilhamento faz com que o arroz tenha uma resposta elástica à densidade da planta, podendo compensar baixas densidades com maior número de perfilhos emitidos por planta.

A capacidade de perfilhamento do arroz depende do tipo de cultivar, temperatura do solo, disponibilidade de nitrogênio no solo e altura da lâmina de água da irrigação.

O subperíodo que vai da emergência ao final do perfilhamento é considerado como período crítico da competição do arroz com plantas daninhas. Neste intervalo, as plantas daninhas devem ser controladas para reduzir ao mínimo a competição por nutrientes e luz com a cultura.

As folhas novas são produzidas por um ponto de crescimento que se situa abaixo do solo até seis a oito semanas após a emergência. Quando a planta diferencia o número total de folhas, ocorre uma mudança rápida e brusca na função do ponto de crescimento que se diferencia numa minúscula panícula. Diz-se que a planta atingiu o estágio de diferenciação do primórdio floral (DPF).

Considera-se que neste estágio, a planta concluiu o período vegetativo e está iniciando o período reprodutivo. O número de panículas por planta é determinado no estágio da iniciação da mesma.

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Período Reprodutivo: Compreende o período entre a diferenciação do primórdio floral (DPF) e o florescimento. A sua duração varia de três a cinco semanas. A partir da diferenciação, os entrenós do colmo começam a se alongar rapidamente e a planta cresce bastante.

Este é um período crítico no desenvolvimento da planta, pois está sendo formado o número potencial de óvulos na panícula. É importante que, durante este período, a planta não sofra nenhum estresse, principalmente por temperaturas baixas (inferiores a 17ºC) ou deficiência de nitrogênio.

Assim sendo, é importante adequar a época de semeadura de tal forma que este período de desenvolvimento não coincida com um mês que tenha ocorrência de baixas temperaturas.

Após a DPF, a panícula cresce a taxas elevadas, estando envolvida pelas bainhas das folhas. Este período é denominado de emborrachamento.

O arroz é uma planta autofecundada, com a polinização ocorrendo, primeiro, na extremidade superior da panícula, depois seguindo para a base. Ventos quentes, secos ou úmidos afetam seriamente a fecundação dos estigmas, reduzindo o rendimento, consideravelmente. Também as temperaturas baixas da água e do ar podem causar um efeito similar, por impedirem que as flores abram e se polinizem.

Por ocasião do florescimento, a planta de arroz atinge sua máxima estatura aérea foliar. 20 dias antes até 20 dias após o florescimento, havendo perfeitas condições de radiação solar, a planta utiliza mais eficientemente o nitrogênio disponível no solo e, conseqüentemente, produzirá maior rendimento de grãos.

Ao final do período reprodutivo, está determinado o número de grãos por panícula.

270320111301277614Formação e Enchimento de Grãos: A duração do período que vai do florescimento à maturação fisiológica do grão varia de 30 a 40 dias, em função, principalmente, das condições de temperatura do ar. Há pouca influência do tipo de cultivar utilizada na duração deste sub-período.

Logo após a formação, os grãos passam pelas fases de grãos leitosos, grãos pastosos e grãos em massa dura até atingirem a maturação fisiológica. Considerando-se que o grão atingiu a maturação fisiológica quando está com o máximo acúmulo de matéria seca.

Teoricamente, o arroz poderia ser colhido nesta fase, desde que se pudessefornecer as condições para secagem imediata, uma vez que a umidade do grão ainda é elevada, na faixa de 30% a 40% porque, normalmente, espera-se que a umidade caia para 23% para se iniciar a colheita mecanizada.

Na maturação fisiológica, já está determinado o peso dos grãos. Sendo que a deficiência nutricional e a ocorrência de pragas ou moléstias durante o período de formação e enchimento de grãos refletem no menor ou maior peso dos grãos.

A duração do sub-período de maturação fisiológica depende, basicamente, das condições climáticas vigentes, sendo que o grão passa apenas por um processo físico de perda de umidade.

Temperaturas elevadas e umidades do ar baixas associadas à ocorrência de ventos aceleram o processo de perda de umidade nos grãos.

Após a maturação fisiológica, ainda pode levar de uma a duas semanas até se atingir as condições ideais para a planta ser colhida mecanicamente.

Fonte: http://www.ufrgs.br/alimentus/terradearroz/index.htm

 

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