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Produção mundial de alimentos terá de ser ampliada em 80% até 2050, diz a FAO em Fórum da Abag

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A agricultura mundial terá de ampliar em 80% a produção de alimentos até 2050 para atender as necessidades de uma população, cujas projeções apontam para 9,7 bilhões de pessoas. A conclusão é do mais recente relatório feito pela OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico em parceria com a FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura, cujas conclusões foram detalhadas pelo representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, durante o Fórum Abag-Estadão promovido pela Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, que teve como foco o tema “Alimentos” e foi coordenado pelo presidente da Abia – Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, Edmundo Klotz.

“O desafio colocado, especialmente para a agricultura brasileira, será conseguir ampliar a produção com ganhos de produtividade, com sustentabilidade ambiental e redução da pobreza e da desigualdade”, afirmou Bojanic. Para atender esse expressivo crescimento na demanda mundial por alimentos, Rodrigo Santos, presidente da Monsanto do Brasil, que também participou do evento, avaliou que o agronegócio brasileiro passará por uma nova revolução, com o uso de inovações na área de tecnologia de informação e comunicação (TIC). “Elevar em 80% a produção de alimentos, de maneira integrada, sustentável e com altíssima qualidade, é um grande desafio. E a maior parte desse crescimento (95%) virá com o aumento de produtividade nos 9% da área utilizada pelo setor e somente 5% será advindo de novas áreas agricultáveis”, explicou. O Brasil possui 64% de território destinado a florestas de reserva permanente.

Em sua apresentação, Santos detalhou que essa revolução virá especialmente do Big Data, que contribuirá para elevar a produtividade da área plantada, com confiabilidade e rastreabilidade. “Quando opta por plantar soja, o produtor precisa tomar entre 40 e 50 decisões, que vão desde a escolha do tipo de semente, a adubação, o uso de defensivos até a época de colheita, a escolha de equipamentos, o armazenamento, transporte e comercialização. A tecnologia permite utilizar algoritmos e redes neurais para trazer a ele a melhor escolha para cada uma das questões que ele precisa lidar”, exemplificou.

 

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