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CNA debate desafios para a safra 2013/2014

CNA debate desafios para a safra 2013/2014

 Os desafios colocados para a produção agrícola brasileira na safra 2013/2014 foram debatidos em seminário coordenado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), nesta terça-feira (23/07). Durante os debates, a Superintendente Técnica da CNA, Rosemeire Cristina dos Santos, afirmou que o cenário atual é preocupante e requer ações rápidas.
Entre os fatores conjunturais que precisam ser acompanhados, ela citou a desaceleração do crescimento econômico da China, a elevação da taxa cambial e o surgimento de novas pragas que atacam e prejudicam culturas como a soja, o algodão e o milho. “Esta situação exige medidas urgentes do poder público para minimizar os riscos da próxima safra, incluindo o registro emergencial de agroquímicos”, defendeu a Superintendente Técnica da CNA. 

Proposta ao Governo – Ao final das discussões no seminário sobre o “Risco Fitossanitário para safra 2013/2014”, ficou acertada a elaboração de um documento que irá propor medidas pontuais capazes de amenizar a situação atual enfrentada pelo segmento, a ser entregue até o final de agosto ao Governo Federal.

Rosemeire dos Santos entende que, apesar de todos os esforços feitos pelos setores responsáveis, incluindo a CNA, muitos produtores agrícolas e até mesmo técnicos envolvidos com o problema ainda não estão suficientemente preparados ou informados sobre as novas pragas que estão entrando no país. O caso mais flagrante é o da helicoverpa armigera.
Esta praga, a propósito, tem provocado grandes prejuízos ao produtor rural. Só no Estado da Bahia gerou prejuízos equivalentes a R$ 2,5 bilhões, afetando principalmente culturas como o algodão e a soja.

Perdas substanciais – Estudo da Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA) mostra que, além da helicoverpa armigera, “existem ao menos outros 150 invasores com potencial de ataque aos cultivos em diversos pontos do país, podendo trazer prejuízos de até R$ 40 bilhões ao agronegócio nacional”.

Diante dessa situação, a CNA vai propor, em documento consolidado, medidas de curto prazo que possam amenizar os prejuízos ao setor agrícola devido ao ataque dessas novas pragas. Além da lagarta helicoverpa armigera, preocupam também a “ferrugem da soja” e a “mosca branca”, cuja ação predadora afeta a produtividade de culturas tradicionais como a soja, o milho, o algodão e o feijão, dentre outras culturais de alto rendimento econômico.

Estudo do especialista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Meyer, mostra que apenas com a “ferrugem da soja”, praga identificada no Brasil em 2001, as perdas financeiras dos agricultores brasileiros chegaram a US$ 20,8 bilhões.

Legislação de agroquímicos A Superintende Técnica da CNA entende que, para amenizar tais prejuízos, será necessário que o Ministério da Agricultura, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o  Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA) efetuem o registro emergencial de  agroquímicos, de forma a evitar prejuízos consideráveis para safra brasileira de grãos no período 2013/2014.

No médio e longo prazo, segundo Rosemeire dos Santos, a solução está na revisão da legislação brasileira que define e estabelece critérios técnicos para o registro de novos agentes agroquímicos voltados ao combate das pragas nas lavouras.  
Pela legislação em vigor, segundo os debates no seminário, são necessários de quatro a cinco anos para o Brasil a liberar um novo agente agroquímico. Esse prazo, segundo o entendimento da CNA e de outras entidades que acompanham a situação, é incompatível com as necessidades do produtor e trazem enormes prejuízos ao agronegócio brasileiro.  

CNA

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