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Culturas de trigo e arroz têm realidades opostas em 2013

Culturas de trigo e arroz têm realidades opostas em 2013

Arrozeiros registraram aumento da área plantada, enquanto triticultores sofreram perdas severas

Na reportagem desta quinta, dia 2, da série Agronegócio Rumo a 2014, o tema é trigo e arroz. No ano passado, os dois setores tiveram realidades opostas no país. Triticultores sofreram perdas severas por causa do clima, e foi preciso importar o produto de países de fora do Mercosul, como os Estados Unidos. Enquanto isso, os arrozeiros registraram aumento de área plantada e também crescimento no volume de produção, de mais de 8 milhões de toneladas.

O governo argentino confirmou nesta quinta o embarque de 26 mil toneladas de trigo para o Brasil. A empresa Nidera aguardava autorização para exportar o cereal da safra atual, pois o governo argentino queria primeiro garantir o abastecimento interno para evitar nova escassez do produto, como ocorreu no ano passado. Na ocasião, o preço do trigo disparou e chegou a ser o mais caro do mundo. As informações são do jornal La Nación.

Os produtores de trigo do Paraná e Rio Grande do Sul enfrentaram realidades opostas em 2013. Enquanto os gaúchos vibraram com a maior safra da história, com uma produção de 3 milhões de toneladas, os paranaenses amargaram severas perdas. No Rio Grande do Sul, houve um aumento de quase 50% no volume produzido e a média foi de 3 mil quilos por hectare. Animados, os produtores esperavam vender o cereal com preços acima dos R$ 35 a saca.

As cidades da metade norte do Paraná, como Maringá, Cascavel e Toledo, foram as mais atingidas. A maior parte sofreu com três geadas fortes durante o período de desenvolvimento da cultura. Apesar disso, na região centro-sul do Estado, houve uma estiagem, que atrasou o plantio, que só foi realizado depois das geadas. Com isso, a produtividade foi melhor e os preços foram mais atrativos para o produtor.

Mas os triticultores gaúchos não puderam se beneficiar 100% da valorização do grão e da boa produtividade que tiveram em 2013. De acordo com a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro-RS), com a retirada dos 10% da TEC (Tarifa Externa Comum) pelo governo federal, o resultado foi a dificuldade em encontrar compradores para o trigo gaúcho, que está com estoques excedentes no mercado. A taxa normalmente é aplicada para aquisições com origem nos países de fora do Mercosul. Com o trigo estocado, o produtor gaúcho viu os preços caírem, o que causou insatisfação no Estado.

Com esse cenário, os especialistas acreditam que o Brasil vá ter em 2014 necessidade de compra de trigo estrangeiro outra vez.

Já o setor arrozeiro registrou uma situação diferente e foi marcado pela estabilidade em 2013, além da consolidação como fornecedor mundial do grão. Para isso, a estratégia dos produtores foi a de segurar o produto nos estoques para forçar melhores preços. E o mercado respondeu de forma dinâmica.

A area plantada com arroz aumentou 5% em relação ao ano anterior, e foi atingida a marca de 1,1 milhão de hectares no Estado. Mas, por causa do clima, a supersafra esperada no inicio do plantio acabou não se confirmando. As chuvas afetaram pouco mais de 5% da safra gaúcha.

Em 2013, o governo gaúcho reduziu o ICMS para o arroz. A tarifa, que era de 12%, foi reduzida para 7%. A medida beneficiou a indústria do Estado e trouxe mais renda ao produtor.

O ano ficou marcado também pela retomada das exportações para importantes mercados consumidores, como os países árabes. O Iraque oficializou a compra de 180 mil toneladas do arroz gaúcho. E a alta do dólar também trouxe competitividade. Os dados da agência Safras e Mercado apontam para um aumento de demanda pelo produto brasileiro para o ano que vem – o que deve impulsionar, ainda mais, as exportações do setor.

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