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Setor do arroz aposta em novos mercados para sustentar exportações brasileiras

Setor do arroz aposta em novos mercados para sustentar exportações brasileiras

Representantes do setor se reúniram nesta terça, dia 5, para debater barreiras sanitárias e tarifárias

A conquista de novos mercados a partir da retirada de barreiras sanitárias e tarifárias incidentes sobre as exportações brasileiras de arroz foi o principal assunto discutido nesta terça, dia 5, pelos representantes do setor na reunião da câmara setorial vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O encontro contou com a participação de representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do Ministério das Relações Exteriores e da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

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O presidente da Câmara Setorial do Arroz, Francisco Lineu Schardong, ressaltou que as exportações de arroz são importantes para manter o equilíbrio dos preços no mercado interno, uma vez que tradicionalmente o Brasil importa o cereal dos seus parceiros do Mercosul, onde os custos de produção são mais baixos por conta das vantagens tributárias. Atualmente, o país produz cerca de 11 milhões de toneladas, mas pouco mais de um milhão é vendida para outros países. O alto custo de produção é apontado como uma das causas. A diferença entre o que se gasta para produzir e o que se ganha com a saca do cereal é de pouco mais de R$ 1.

Representantes do setor e membros do governo federal identificaram quais são os gargalos que tem limitado as exportações e a abertura de novos mercados, como o México, Peru e a Nigéria. De acordo com Schardong, atualmente, apenas 10% do arroz produzido no Brasil é vendido a 55 países.

– São gargalos fitossanitários, tarifários, impostos, problemas de cabotagem, são muitos problemas. A cadeia produtiva ainda não tinha o conhecimento necessário. A partir desta reunião, nós vamos buscar o melhor entendimento, pois não podemos é perder mercado externo – disse Schardong.

O diretor de Assuntos Comerciais da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa, explica que o mercado mundial de arroz é relativamente pequeno, porque os grandes produtores são também os maiores consumidores, como Índia, Tailândia e Vietnã. Os dados USDA mostram que a produção mundial de arroz é de 477 milhões de toneladas e o comércio mundial gira em torno de 39 milhões de toneladas.

Segundo o Mapa, o setor tem potencial de crescimento no mercado internacional. Mas, para isso, é preciso reduzir o custo de produção brasileiro que, atualmente, é maior do que o argentino e o uruguaio. O custo de produção na argentina, por exemplo, é de US$ 900 por hectares. No Brasil, esse valor é de US$ 2 mil dólares. A saca de 50 quilos de arroz, que custa em média R$ 32,20 para produzir, é vendida a R$ 33,70.

– Os gaúchos e os catarinenses reclamam que tem um custo maior de transporte, de impostos, de carga tributária, chamado custo brasil. E do lado uruguaio o custo é menor – salienta Rosa.

– Um trator que a gente paga no Brasil R$ 100 mil, no Uruguai sai por R$ 70 mil. Nós somos o único país no mundo que tributa no custo de produção. Quando vamos plantar a lavoura já é tributado. É difícil fazer concorrência com o produto argentino – destaca Schardong

Rosa afirmou que a expectativa é que o Brasil se firme no mercado internacional como fornecedor de arroz processado, parboilizado, pré-cozido, que é um mercado mais interessante, com maior valor agregado.

Fonte: RURALBR

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