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Sicredi prevê cenário de recessão ao longo de 2016

Economista diz que País vive a pior contração desde a década de 1990

O ano de 2015 será insuficiente para que o governo cumpra com os objetivos do ajuste fiscal o equilíbrio de suas contas. Na avaliação de Alexandre Englert Barbosa, economista-chefe do banco cooperativo Sicredi, a atual situação econômica continuará em 2016, com chances de recuperação lenta e gradual a partir do segundo semestre. Palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, o economista destacou que o País passa por raro momento econômico: a conjunção de alta nas taxas de juros com cenário recessivo. \”Desde os anos 1990, esta é a pior contração que vivemos\”, assinalou.

Segundo ele, o País chegou a este quadro em função da decisão tomada pela presidente Dilma Rousseff, em 2011, de mudar a política econômica que vinha dando certo para incentivar o consumo visando à geração de emprego e investimentos. \”Não deu certo, como vários especialistas já alertavam. Isto gerou o desequilíbrio na economia.\” O principal equívoco, na sua opinião, foi reduzir a carga tributária e manter elevadas as despesas do Estado.

Para Barbosa, o ajuste fiscal é necessário, mas a demora e as constantes mudanças, como a recente alteração da meta de superávit primário – agora realista, na sua visão -, podem desacreditar ainda mais o governo e provocar o rebaixamento do País pelas agências internacionais, como já feito por duas das três agências. \”Em grau especulativo, haverá forte saída de recursos externos, desequilibrando ainda mais as contas públicas\”, alertou.

As projeções do Banco Sicredi para 2016, segundo Alexandre Barbosa, são de recuo na inflação para 5,3% ante 9,2% previstos para este ano. A taxa básica deve fechar este ano em 14,75%, cedendo para 11,25% em 2016, como consequência da inflação menor. Já o dólar deverá estar cotado, no ano que vem, em R$ 3,55, contra R$ 3,45 no final de 2015.

A taxa de desemprego tenderá a crescer, ficando perto de 7%. Este quadro, segundo ele, repercutirá no valor médio da renda do brasileiro, que já em 2015 será 5% menor. Barbosa estima que, diante do cenário de desemprego, haverá maior oferta de mão de obra qualificada com efeitos no custo do trabalho. \”Acredito em redução no custo da mão de obra, que nos últimos anos subiu mais do que a produtividade. Dificilmente, os trabalhadores conseguirão reajustes reais de salários neste e nos próximos anos.\”

Diante deste quadro, a saída, de acordo com o economista, é retomar o que deu certo no passado: câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário. \”É preciso fazer o ajuste para evitar a elevação da dívida pública e o risco de solvência do governo.\”

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