A Federarroz avaliou como positivo o leilão de Pepro do arroz, que comercializou 103,405 mil toneladas nesta terça-feira (5). A entidade aponta que a operação ajudou no escoamento em um mercado estagnado, mas defende novo edital para redistribuir volumes entre regiões, especialmente diante da Entidade aponta que operação ajudou no escoamento, mas vê necessidade de redistribuir volumes entre regiões produtoras
A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) avaliou como positivo o resultado do leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de arroz, realizado nesta terça-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A operação teve 103,405 mil toneladas comercializadas, dentro de uma oferta total de 350,785 mil toneladas.
A principal demanda ocorreu na Fronteira Oeste, que negociou integralmente o volume disponibilizado, de 57,505 mil toneladas. Também foram vendidas 20,9 mil toneladas no lote que reuniu Campanha, Região Central e Planície Costeira Externa, além de 25 mil toneladas de Santa Catarina.
Para o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o leilão teve resultado favorável por contribuir para o escoamento. “A leitura da Federarroz é que o leilão foi muito bom. A Fronteira Oeste vendeu todo o lote. Tivemos um excedente de oferta para a Campanha, Região Central e Litoral Norte, que não utilizaram todo o volume. Mas, no total, o leilão foi um sucesso”, observa.
O dirigente reforça que a ação auxilia em um momento em que o mercado estava parado. “Vendemos mais de 100 mil toneladas, juntamente com as 25 mil toneladas de Santa Catarina, e isso vai ajudar no escoamento dessas regiões que são as maiores produtoras do Brasil em um momento em que o mercado estava bem estagnado”, afirmou.
A avaliação da entidade é de que o resultado confirmou a utilidade do Pepro, mas também mostrou a necessidade de ajustes na distribuição regional dos volumes. O entendimento é que parte da oferta que não teve aproveitamento em determinadas regiões poderia ser direcionada para áreas com maior procura pelo mecanismo.
Segundo Nunes, a Federarroz espera a publicação de um novo edital para permitir esse remanejamento. “Esperamos ainda ter um segundo edital para que possamos repassar mais um volume que sobrou na região da Campanha, Região Central e Litoral Norte para a Fronteira Oeste”, destacou, acrescentando que a expectativa é de que no próximo edital a Zona Sul e Planície Costeira Interna devem participar devido ao andamento do mercado nas regiões.
O Pepro é um instrumento da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) utilizado para apoiar a comercialização em momentos de diferença entre o preço de mercado e o preço mínimo. No edital desta terça-feira, a Conab previu a operação para produtores rurais ou cooperativas de Alagoas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe, com arroz da safra 2025/2026.