Na noite desta quarta-feira, a Associação dos Arrozeiros de Alegrete comemorou seus 40 anos de fundação em evento realizado no Salão América, que reuniu mais de 200 pessoas. A programação foi marcada por homenagens a todos os ex-presidentes da entidade, incluindo uma homenagem póstuma ao fundador Breno Prates.

O atual presidente, Vítor Pontes, abriu os pronunciamentos destacando as dificuldades enfrentadas pelo setor, que atravessa o que considera “a pior crise da história da orizicultura gaúcha”. Apesar do cenário desafiador, Pontes ressaltou que 2025 tem sido um ano de união entre entidades empresariais como o CEA, o Sindicato Rural, a própria Associação dos Arrozeiros e a CAAL, na busca por soluções conjuntas e ações coesas.
Vítor ainda anunciou que a Associação dos Arrozeiros de Alegrete será homenageada pela Federarroz na Abertura Nacional da Colheita do Arroz de 2026.
Em discurso emocionado, o ex-presidente Arsênio da Silveira lembrou que a crise já provocou cerca de 30 mortes de produtores rurais, vítimas de suicídio em razão do endividamento e da vergonha de não conseguir superar as dificuldades financeiras.

O vice-presidente da Farsul, Robertito Ghigino, também presente no evento, reforçou que fatores como o clima extremo, o alto custo de produção, os preços aviltados e os grandes estoques criaram “a tempestade perfeita para a maior crise que o setor já se deparou”. Robertito destacou a atuação da Associação como uma das mais fortes do RS e muito importante na história e ações da Federarroz.
Encerrando os pronunciamentos, o prefeito Jesse Trindade afirmou que vem colocando em prática as reivindicações apresentadas pelo segmento, reforçando o compromisso da gestão municipal com os produtores locais.
O evento, além de celebrar a trajetória da Associação dos Arrozeiros de Alegrete, serviu como espaço de reflexão e união diante dos desafios que marcam o presente da orizicultura no Rio Grande do Sul.
–