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Contratos de opção de venda de arroz é retomado

Porto Alegre, 15 de julho de 2025 – O governo federal anunciou nesta terça-feira a retomada dos leilões de Contratos de Opção de Venda (COV) de arroz, com um investimento previsto de R$ 150 milhões. A medida visa adquirir até 110 mil toneladas da safra 2024, utilizando recursos remanejados da modalidade Aquisição do Governo Federal (AGF).

A medida conta com o respaldo da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). Contudo, o presidente da entidade, Denis Dias Nunes, expressou seu incômodo com a necessidade frequente de acionar o governo. “É desconfortável ter que recorrer ao governo. Parece que a gente não tem capacidade de gerir a propriedade. Mas a conjuntura atual exige uma atuação firme do Estado para evitar o fechamento de milhares de lavouras”, avaliou Nunes.

O presidente da Federarroz ressaltou o aumento dos custos de produção nos últimos anos, enquanto os preços de mercado se retraíram, gerando um “estrangulamento financeiro” para os orizicultores. “Estamos vivendo um cenário onde produzir arroz está se tornando inviável. A cada ciclo, mais produtores desistem. É urgente que se criem mecanismos mais estruturantes, para não depender sempre de medidas emergenciais”, concluiu.

O pagamento previsto é de R$ 73,00 para a saca de 50 quilos do produto em agosto, com ajustes para R$ 73,48 em setembro e R$ 73,95 em outubro. Esses valores representam um aumento de 11,5% em relação ao preço médio atualmente praticado no mercado gaúcho.

Edgar Pretto, presidente da Conab, explicou que a retomada dos COV é uma ação necessária diante da crise de preços que o setor orizícola ainda enfrenta, mesmo após o encerramento da colheita. “O produtor, mesmo com a safra finalizada, ainda enfrenta dificuldades para comercializar. Essa nova rodada de leilões vai dar suporte imediato e estabilidade ao setor”, afirmou. Ele acrescentou que os leilões funcionarão como um “colchão de sustentação” para a próxima safra, ajudando a escoar parte do estoque excedente e buscando reequilibrar as cotações.

Embora os valores dos novos leilões ainda fiquem abaixo do custo de produção, estimado pela Federarroz entre R$ 80,00 e R$ 90,00, e onerem o produtor com custos de corretagem e frete, eles representam um preço ligeiramente superior ao que o mercado está pagando atualmente. No final do ano passado, a Conab adquiriu 91,7 mil toneladas de arroz por meio de COV, de uma meta de 500 mil toneladas para formação de estoques, pagando 20% acima do preço mínimo.

Naquela ocasião, o governo havia disponibilizado R$ 1 bilhão em verba emergencial, prevendo a forte queda dos preços que se confirmou com a safra cheia na América Latina e a oferta abundante global.

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