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O impacto da política no setor do agro em debate

A discussão sobre o panorama político nacional esquentou na 16ª Semana Arrozeira de Alegrete, com os deputados Sanderson e Zucco, e Ernani Polo, oferecendo suas perspectivas sobre o atual governo e o impacto no agronegócio.

Sanderson: Críticas à Gestão e Preocupações com o Agronegócio

Sanderson iniciou sua fala relembrando as declarações do presidente Lula, há dois anos, de que o agronegócio não seria prioridade e que o setor era “fascista”. O deputado expressou que, o que se pensava ser apenas retórica eleitoral, se confirmou como a verdadeira prioridade do governo: políticas assistencialistas. Ele citou os vultosos investimentos na Lei Rouanet (R$ 15 bilhões), no programa Pé de Meia (R$ 15 bilhões) e no Bolsa Família (R$ 180 bilhões), indicando que essas são as áreas onde o governo busca seus eleitores, através de “ações paliativas”.

Em contrapartida, Sanderson questionou a falta de prioridade para o agronegócio, que contribui com R$ 30 bilhões em impostos. Ele argumentou que as políticas atuais do governo afugentaram o capital, levando investidores para países vizinhos como Paraguai, Argentina e Peru, devido à postura “perdulária” do Brasil sob a gestão do PT. O deputado enfatizou que nem a União nem o estado podem aumentar a carga tributária, criticando o governo federal por gastar além do que arrecada.

Zucco: A Normalização do Anormal e o Chamado à Ação

 

Zucco trouxe uma reflexão provocativa sobre a “normalidade” do Brasil. Ele questionou o cenário em que um MC é solto e ovacionado por apologia ao crime, enquanto uma mulher é condenada a 14 anos por usar batom em uma estátua. O deputado também mencionou a pré-candidatura de Sérgio Cabral, condenado a 400 anos, e a impunidade de criminosos que roubaram de aposentados. Para Zucco, a sociedade está se acostumando e “normalizando” essas situações.
Com a pergunta “Mas que país vamos deixar?”, Zucco fez um apelo à ação, conclamando a população a assumir a responsabilidade de “fazer um novo normal”.

Ele exemplificou a securitização, que não é “esmola”, e criticou o governo por levar figuras como Stédile a rodadas internacionais de empresários, em vez de quem realmente representa o setor produtivo. Zucco concluiu que a culpa não é apenas dos políticos, mas também da omissão da sociedade. Ele instigou a todos a se exporem e a lutarem por mudanças, mesmo reconhecendo que “temos tempo de validade”, e a necessidade de mais pessoas com a coragem de uma “Vânia Guerra”.

Ernani Polo: Equilíbrio Fiscal e Desenvolvimento no Rio Grande do Sul

Ernani Polo destacou a atenção do público presente na reunião e, como secretário de desenvolvimento econômico, falou sobre os esforços para expandir a base empresarial no Rio Grande do Sul. Ele anunciou que o estado se tornará o maior eixo de celulose com a chegada de duas novas empresas e a busca por investimentos em áreas como data centers. Polo comparou a realidade do Rio Grande do Sul com São Paulo, onde 40% da malha viária é concedida, contra apenas 8% no estado gaúcho, indicando o potencial de crescimento.

Uma notícia positiva para o agronegócio é que, neste ano, toda a arrecadação da CDO (Contas de Desenvolvimento Organizacional) será destinada integralmente ao IRGA. Polo reconheceu que fazer reformas é um desafio, pois elas afetam corporações, mas ressaltou que sem uma base política sólida, elas não seriam possíveis.

No Rio Grande do Sul, o equilíbrio fiscal resultante das reformas tem permitido que os recursos sejam direcionados para investimentos, como na segurança pública, que resultou na diminuição da criminalidade com a aquisição de equipamentos de qualidade para as forças policiais.

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