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Federarroz defende tratamento diferenciado da União para produtores gaúchos

Entidade aponta endividamento, custos de produção, dificuldade de crédito, importações e perdas climáticas como fatores que agravam a crise no setor agrícola do RS

A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) divulgou nota à sociedade em que volta a defender tratamento diferenciado da União aos produtores rurais gaúchos. O posicionamento, assinado em Porto Alegre (RS), no dia 23 de maio, relaciona a reivindicação à crise enfrentada pelo setor agrícola do Estado e à necessidade de medidas específicas para a manutenção da produção no campo.

No documento, a entidade afirma que o Rio Grande do Sul vive uma situação particular em relação aos demais estados, especialmente em razão dos impactos acumulados nos últimos anos. A Federarroz cita endividamento, custos elevados de produção, preços de mercado incompatíveis com os valores investidos na produção de alimentos, dificuldade de acesso ao crédito, taxas de juros consideradas inadequadas à atividade e concorrência com produtos importados.

A nota também aponta os eventos climáticos registrados no Estado nos últimos cinco anos como fator de perda de capacidade produtiva e de renda dos agricultores. Segundo a entidade, esse conjunto de problemas afeta o setor agrícola gaúcho de forma ampla, com impacto especial sobre os orizicultores.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, assina o posicionamento em nome da entidade. No texto, a federação afirma que a defesa dos produtores rurais e da segurança alimentar do país exige ações estratégicas e medidas capazes de responder à dimensão da crise no Estado.

A Federarroz também informa que acompanha com preocupação os desdobramentos do Projeto de Lei nº 5.122/2023. A proposta busca criar uma linha especial de financiamento destinada a produtores rurais, medida considerada pela entidade como parte das soluções necessárias para manter milhares de produtores no campo.

A entidade ainda manifesta solidariedade às demais instituições que buscam soluções junto ao Governo Federal. Para a Federarroz na nota, a permanência dos agricultores na atividade depende de respostas concretas do poder público e de instrumentos legais compatíveis com a realidade enfrentada pelo setor produtivo gaúcho.

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