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MAPA NÃO OFERATARÁ ARROZ EM AGOSTO

MAPA NÃO OFERATARÁ ARROZ EM AGOSTO

 

Reunião com o setor definiu reavaliação do mercado no final do mês, na Expointer 2013.

 

PLE foi fixado em R$ 34,50 pelo Indicador Cepea/Esalq

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) anunciou, nesta quarta-feira (7/8), que não ofertará arroz dos estoques públicos em leilões no Rio Grande do Sul no mês de agosto.

A decisão saiu de uma reunião com a cadeia produtiva, em Brasília (DF), convocada pela Secretaria de Política Agrícola (SPA). Os leilões realizados na última terça-feira (6/8) ofertaram 50,1 mil toneladas, das quais houve comercialização de 64,8%. Na opinião do governo, a intervenção rendeu o efeito esperado. Novo encontro acontecerá em 28 de agosto, na Expointer 2013, para avaliar o mercado e a necessidade de nova intervenção.

O secretário nacional de Política Agrícola, Neri Geller, informou que o governo publicará portaria nos próximos dias formalizando o anúncio do Preço de Liberação de Estoques Públicos (PLE) para o arroz, fixado em R$ 33,28 pelos padrões da Conab, o que equivale a R$ 34,50 pelo indicador Cepea/Esalq – Bolsa Brasileira de Mercadorias – BM&F – Bovespa para o Rio Grande do Sul. O valor é para a saca de 50 quilos, em casca (57/59).

A medida ratifica a postura de governo de que a comercialização do cereal no Sul deve ter o teto de R$ 34,50 para não afetar a inflação, que em julho andou perto de zero, exatamente pela queda nos preços dos alimentos. Nesta quarta-feira, o indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 34,53, o equivalente a US$ 14,95 por saca. No mês, a queda foi de 0,55%. Na segunda-feira o preço referencial era de R$ 34,85.

O presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, considera a decisão oportuna e tranquilizadora. “Estava se criando uma pressão, nem tanto pelo resultado dos leilões, que estiveram dentro da normalidade, mas pela expectativa de novas liberações em curto prazo”, explica. Segundo Dornelles, os produtores devem ficar atentos às informações de mercado e manterem a estratégia de venda fracionada. “O suficiente para um bom fluxo de comercialização e abastecimento do mercado, mas sem exageros, pois precisamos evitar uma pressão de baixa para ter rentabilidade”, frisa.

O tamanho da próxima safra também é importante. A Federarroz recomenda que os produtores mantenham ou aumentem minimamente a área, para terem a oferta ajustada à demanda, o que assegura o patamar de rentabilidade à lavoura há dois últimos anos. Sugere, também, o investimento em alternativas como a soja, se for técnica e economicamente viável. Ao final da reunião no MAPA, os representantes dos produtores solicitaram a revisão dos preços mínimos para o arroz no Sul do País no ciclo 2013/14. O valor, de R$ 25,80, não é reajustado há cinco safras.

Fonte: IMPRENSA FEDERARROZ

 

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